17 de set de 2014

Aldeir Torres - Campeonato brasileiro. Série B.

Sessão de tortura em Manaus


Não dá nem para chamar de um jogo de futebol. Vasco e Oeste abusaram do direito de torturar o torcedor na Arena da Amazônia, nesta terça-feira. Um jogo de péssima qualidade, com erros inaceitáveis de ambos os lados. E também da arbitragem. O assistente Edmilson da Silva Rodrigues estava na direção da linha da grande área quando o chute de Fábio Santos explodiu no travessão de Martin Silva e quicou sobre a linha. Mesmo assim, correu para o meio de campo, confirmando o gol do Oeste e prejudicando o Vasco. Poderia ter sido pior, não fosse uma defesa fantástica de Martin Silva em outro chute de Fábio Santos, logo depois. Em vez de se penitenciarem por mais uma atuação abaixo da crítica, os jogadores saíram de campo reclamando da arbitragem. Os cartolas Rodrigo Caetano e Ercolino de Luca também foram até a beira do gramado, não para exigir uma postura diferente dos jogadores, não para cobrar mais ousadia do técnico, para para hostilizar e tentar intimidar o trio de arbitragem. Nada mais primitivo para quem chegou ao futebol prometendo modernidade e um trabalho profissional.


Em desvantagem no placar, Joel Santana trocou um volante por um meia (Aranda por Dakson) e um meia por um atacante (Máxi Rodríguez por Edmílson). O Oeste, com todas as suas limitações, foi se encolhendo e dando espaço ao adversário. Ainda assim, não era ameaçado. O Vasco só foi conseguir seu primeiro chute na direção do gol adversário aos 32 minutos, com Dakson. Dois minutos depois, Thalles desabou na área e o árbitro Paulo Vollkopf marcou pênalti. Confesso que já vi o lance algumas vezes e ainda não consegui ter a certeza de que houve ou não o toque de Hallisson no atacante do Vasco. Douglas cobrou com categoria e deixou tudo igual.


E foi um empate justo. Pela qualidade do futebol apresentado, seria um prêmio generoso demais se uma das equipes saísse com três pontos. Mas o que assustou mesmo foi ver alguns jogadores do Vasco e o técnico Joel Santana elogiar o segundo tempo da equipe. Thalles, por exemplo, chegou a dizer que a atuação da equipe fora excelente. Se eles acham que foi tão boa assim, provavelmente acharão que não há muito o que melhorar. E aí é que está o problema. Se diante de uma das equipes mais fracas da Série B, precisando jogar cinco centavos de futebol para vencer, o time não conseguiu, fica difícil dar esperança de atuações melhores ao torcedor. O Vasco tem a obrigação de estar entre os quatro melhores ao final das 38 rodadas, mas parece fazer um esforço enorme para que isso não aconteça.

Aldeir Torres
Aldeir Torres

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