22 de ago de 2014

Aldeir Torres - Abrindo o jogo. Fluminense.

Hora de apoiar


Há duas semanas o Fluminense era vice-líder do Brasileirão, a três pontos do líder e seu elenco apontado o segundo melhor do Brasil, abaixo apenas do elenco do Cruzeiro. Naquele sábado à noite, dia 9 de agosto, quando enfrentou o Coritiba e empatou de 1×1 as coisas começaram a mudar, o encanto se quebrou. O Fluminense tinha o futebol mais vistoso, de toques de bola, envolvente, e podia se dar ao luxo de colocar na reserva Walter e até a estrela Fred. De tropeço acidental o jogo se revelou apenas o início do inferno astral. Vieram o vexame contra o América de Natal (eliminação da Copa do Brasil levando 5×2) e as derrotas para Botafogo (2×0) e Chapecoense (1×0) e o mundo caiu. Como pode o Fluminense ter perdido seu bom futebol de uma hora para outra, ter virado o fio, como se diz na gíria do futebol? Os salários estão em dia, não há problemas graves de contusão, o técnico Cristóvão é apontado como uma das revelações da profissão e tem boa relação com o elenco. Por que o time parou de vencer e saiu do G-4?


Vendo as atuações do Flu não dá para justificar a crise. O time jogou bem no segundo tempo contra o Botafogo (em que pese a derrota) e, contra a Chapecoense, o goleiro adversário foi o melhor jogador em campo. Parece que só falta a volta dos gols e isso não pode ser considerado um cenário trágico, como pinta um grupo de torcedores que hostiliza os jogadores. Parece até que o time está à beira da zona de rebaixamento. O papel da torcida do Fluminense deve ser de apoio ao time para que ele volte a vencer.



Na lanterna do campeonato o Flamengo, por duas rodadas, teve apoio incondicional de 40 mil pessoas e hoje respira aliviado. Quebrar carro de jogador, atirar moedas, ofender os jogadores, nada disso ajuda. É coisa de gente que confunde amor e ira, não comanda seus sentimentos. Se o Flamengo reagiu, o que poderá fazer o Flu – cujo elenco é muito melhor – com o apoio de sua torcida?
Aldeir Torres
Aldeir Torres

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