15 de jul de 2014

Rapidinha do Aldeir. Copa do mundo no Brasil.

O título em boas mãos.


Poucas vezes uma Copa do Mundo teve um campeão tão merecido. A Alemanha chegou como favorita, jogou como favorita e acabou campeã. Mesmo no tropeço (contra Gana) e na dificuldade (contra Argélia) jamais teve ameaçada sua credibilidade e capacidade de vencer qualquer adversário. Aliás, a Alemanha fez tudo certo desde o início. Procurou um local isolado, construiu um centro de treinamento exclusivo para ela, tratou de conquistar a simpatia dos brasileiros e montou um time, trouxe um elenco, onde era possível perder um craque (como Schweinsteiger) sem abrir mão da categoria do seu jogo. E ainda deixou um legado para o Brasil.

A final foi um jogo dramático, digno do encerramento da Copa. Em que pese ter se caracterizado como o jogo de um time que atacava (a Alemanha) contra um time que se defendia (a Argentina), as chances mais claras de gol foram do time que bravamente soube se defender e contra-atacar. Higuaín, Palacio e até Messi perderam gols feitos, enquanto a Alemanha só conseguiu uma bola na trave (com Howedes), até fazer o gol do título aos 7 minutos do segundo tempo da prorrogação. Mas isso é final, isso é jogo de estratégias, é jogo de futebol entre duas grandes seleções.

Venceu a Alemanha, merecidamente. Messi, um gênio, não conseguiu seu título mundial pela seleção. Que importa? Zico também não conseguiu e foi também um gênio. A Argentina perdeu, mas foi digna, lutadora e ajudou a emoldurar a Copa do Mundo que o Brasil realizou com grandeza e maestria. Não fosse pelo fiasco da seleção na reta final, tudo seria perfeito.

A Alemanha não ganhou esta Copa nos sete jogos no Brasil. Começou a construir sua vitória na Copa de 2006, em seu próprio país, quando teve a ousadia de renovar a seleção apostando num resultado futuro, não imediatista. Filosofia bem ao contrário da que impera no Brasil. Não podemos admitir um quarto lugar, só nos serve o título. Precisamos de uma mudança de hábitos, estruturar nossos clubes, voltar a apostar nas divisões de base, proteger nossos jovens jogadores para que não se percam muito cedo em terras estrangeiras.
Aldeir Torres
Aldeir Torres

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