22 de jul de 2014

Aldeir Torres - 2013:

O ano que não acabou para o Cruzeiro


Mudou o ano vieram os estaduais, a Libertadores e a Copa do Mundo. E o Campeonato Brasileiro começou e recomeçou. Corinthians e São Paulo, coadjuvantes em 2013, se fortaleceram e devem brigar em cima. Assim como o Fluminense, um dos rebaixados em campo no ano passado. O Grêmio, vice-campeão, e o Inter são outras apostas de times fortalecidos. O Atlético ainda parece não olhar para o campeonato com a atenção que ele merece, mas tem time para rivalizar com os demais. E no meio disso tudo tem o Cruzeiro que parece não ter notado as mudanças e segue no mesmo ritmo de quando foi campeão. O time é praticamente o mesmo, com Nilton perdendo espaço para Henrique, William com situação indefinida e Moreno jogando na vaga de Borges. Se na Libertadores o Cruzeiro nunca foi o mesmo que em 2013, no Brasileiro é uma cópia do que foi campeão. Rápido, criativo, com muito repertório para atacar, o melhor ataque e um banco de reservas capaz de decidir jogos. Uma cópia mais madura e até aqui melhorada de quem não teve adversários no último ano.


O Cruzeiro é mais do mesmo e um pouco mais. Venceu oito de onze rodadas o que poderá significar uma arrancada para outra conquista. Ela não precisa vir na 30ª rodada, pode vir desde a primeira. O importante, além da regularidade, é um período em alta para fazer a diferença. O famoso “acumular gordura” de que se fala. Já são cinco pontos de vantagem para o segundo colocado com quatro vitórias em seis jogos como visitante. Mesmo quando cai o rendimento, como aconteceu contra o Palmeiras depois do 2-0, consegue igualar em briga e disposição para mais competir que jogar.


O ritmo imposto é muito forte, a capacidade de decisão também. É um time que ainda não vacilou como fez o São Paulo contra a Chapecoense ou o Corinthians contra Figueirense e Botafogo. Entre seus acertos e os tropeços rivais, o Cruzeiro ocupa um bloco único na classificação, longe dos times que se amontoam em uma diferença mínima de pontos. Se não é o melhor campeonato do mundo (e realmente não é), o Brasileiro é pelo menos um dos mais equilibrados e imprevisíveis. É traiçoeiro e o campeão de um ano pode chegar ao ponto de fazer campanha de rebaixado no ano seguinte. O que mostra que é sempre difícil cravar favoritos. Pode ser que São Paulo e Corinthians briguem. Que Grêmio e Inter se confirmem e Atlético e Fluminense se fortaleçam. Mas o que parece mais fácil de ver é que o Cruzeiro de 2013 joga o campeonato de 2014. Um apetite assassino. Um perigo para todos os rivais.
Aldeir Torres
Aldeir Torres

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