4 de abr de 2014

Aldeir Tôrres - Rogério Ceni.

 Diz que vai se aposentar. Que bom!


Rogério Ceni disse em abril o que vai acontecer em dezembro. E o que todo mundo esperava. O goleiro irá encerrar a carreira. Com 41 anos, jogador que mais vezes vestiu a camisa do São Paulo, um dos 15 maiores goleadores do clube; Rogério conseguiu espaço para ser considerado o maior ídolo da história do clube – status tão difícil de se atingir pela falta de longevidade e o culto ao passado que paira sobre a mentalidade do torcedor.

Rogério é um ótimo goleiro, uma referência para os outros jogadores. Conquistou no campo o respeito que tem fora dele. E também disse várias vezes que pretende seguir no futebol, como presidente do São Paulo.


E pode ser uma ótima.


Não porque Rogério é um jogador articulado e respeitado. Mas porque ele mostrou ter, em um recente evento do Bom Senso F.C, um pensamento bastante diferente dos que têm presidentes de clubes no Brasil.

Rogério foi na ferida. Falou o que tinha de ser dito (veja aqui) e mostrou não ter medo do ‘sistema’. O discurso dele é muito mais enfático, crítico e – principalmente – coletivo do que a dos presidentes atuais.

Uma vez dirigente e do outro lado da mesa, até poderia mudar a postura. Torço para que não. As lideranças do Bom Senso são jogadores em final de carreira e que em breve não poderão levantar uma bandeira em campo, porque não estarão ali. Talvez possam estar em outra frente, decidindo politicamente, na caneta não-futebolística, que rumo levaremos.


Vejo a aposentadoria do goleiro com pesar. É mais legal ver Rogério jogar do que um goleiro comum. Ele acrescenta mais ao espetáculo que um mero rebatedor de bolas. Mas poderá também ver Rogério como político do futebol. Que seja o começo da mudança. Uma nova era de dirigentes, que de fato se preocupem em melhorar para todos e não só para o seu lado.
Aldeir Torres
Aldeir Torres

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