11 de set de 2013

Aldeir Tôrres - São Paulo

Autuori foi vítima e vilão no São Paulo. Confio mais em Muricy
Paulo Autuori não resistiu à crise no São Paulo. Caiu sem ser o único culpado, embora tenha a sua parcela. Autuori tem um grande currículo, com duas Libertadores, um Brasileiro e Mundial, mas não o vejo como um grande montador ou arrumador de times. Era difícil o trabalho no São Paulo atual e o treinador não fez o time melhorar em nada.

O título da Libertadores de 97, com o Cruzeiro, veio de uma campanha de 7 vitórias, 6 derrotas e um empate (Autuori assumiu depois de Oscar, com três derrotas). A de 2005 tinha um time formado por Cuca e depois Leão, que só deixou a equipe porque quis ir para o Japão, não porque foi trocado. O Mundial foi ganho com um massacre do Liverpool. O São Paulo não jogou bem e venceu, o que acontece as vezes. Vejo Paulo Autuori mais como uma grife, um belo discurso, currículo vencedor. Mas olhando para o campo, vejo pouco. Talvez a culpa seja minha, confesso.

No São Paulo, tem coisa errada a transbordar. Efervescência política, com saída e volta de Adalberto Batista, desafeto do líder máximo do time em campo. O principal fator para o declínio do time que terminou o último Brasileiro com a melhor campanha do 2º turno é a incompetência na gestão de futebol.

Lucas foi vendido e rendeu mais de 100 milhões de reais ao clube. Lucas Piazon, Oscar e Casemiro renderam mais de 50 milhões. E o São Paulo se reforçou com Ganso, Lúcio e Aloísio. Só o Boi Bandido deu algum retorno (talvez o melhor do time em 2013). Depois de não jogar nada por cinco meses do ano, o clube foi buscar Silvinho, Roni e Caramelo.

A responsabilidade da diretoria é a maior causa do fracasso. Com parte também da falta de resposta dos jogadores. Osvaldo não faz um gol há mais de 30 jogos, Luís Fabiano vai e volta de lesões e suspensões sem parar, Ganso não jogou o que (alguns) esperavam, Lúcio idem. Jadson foi um dos que por mais tempo permaneceu jogando bem, mas também caiu.

Queda individual de vários, queda coletiva. Não é um elenco brilhante, mas em relação ao ano passado, só Lucas e Rodolpho não fazem mais parte do grupo. Tanto Ney Franco como Paulo Autuori tiveram suas parcelas, mudando de mais time e esquema, tirando cara e corpo da equipe.
Embora eu tenha restrições a forma de Muricy Ramalho montar seus times, pensar que na maioria das vezes suas equipes rendam menos do que podem e esteja mais preocupado em competir do que em jogar (sim, eu me preocupo com essas coisas), ele tem seus méritos. Sabe arrumar a defesa e apostar que a individualidade dos jogadores de frente resolvam o jogo com um ou dois gols. Muricy é o melhor nome para o momento.

Se errar menos, o São Paulo tem capacidade para ganhar aqui e perder ali até se salvar do rebaixamento. Muricy sabe reduzir a margem de erro de um time. Mesmo sem ser adepto ao estilo de Muricy Ramalho e sem saber ao certo se Autuori tem um estilo, confio mais no primeiro do que no segundo. Ainda mais em uma crise.
Aldeir Torres
Aldeir Torres

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