1 de set de 2013

Aldeir Tôrres - Ponto de vista

O passo apressado (e desnecessário) de Guardiola
Ganhou e se tivesse perdido seria oportunamente mais fácil falar. O Bayern de Munique passou pelo Chelsea depois de um grande jogo e um 5 a 4 nos pênaltis, mas tem fantasmas demais e mudanças na mesma quantidade em Munique. Para Guardiola ter paz, vencer não será o bastante. O Bayern precisa mostrar que está em um patamar diferente.

No Barcelona, dentro de sua cultura futebolística e geral, com um grupo formado por ele, as últimas temporadas da equipe foram de muita rotação e jogadores atuando em posições variadas. Isso dificultava a marcação, tirava a previsibilidade do time, descansava pernas para momentos-chave da temporada. Adriano jogou de ponta-direita, Dani Alves foi de ponta a zagueiro. Iniesta era atacante e meia. Fábregas jogou de tudo.

Mas isso depois de tempo, mentalidade de jogo consolidada, um time mais em suas mãos do que o Bayern atual.

A ida de Lahn para o meio, Rafinha na lateral-direita, Kross recuado como volante – e as tentativas que vinham sendo feitas com Thiago, antes de sua lesão – mostram que talvez Guardiola esteja dando um passo maior do que o possível (e necessário) para o momento.

O empate com o Freiburg, dificuldade acima do comum contra Frankfurt e Nuremberg, os quatro gols sofridos contra o Dortmund e a exposição do time contra o Chelsea com um a menos mostram um Bayern que segue bom, mas vacila muito mais que o normal.

O time havia vencido tudo na última temporada. Enfileirou goleadas na Bundesliga, fez 7 a 0 no Barcelona e ganhou os três troféus que disputou. Ao mesmo tempo, Pep levou 14 dos 19 títulos que disputou no Barcelona. A cobrança será muito forte e o time da última temporada e o trabalho anterior do treinador sempre serão lembrados. Se espera mais do que foi feito, se é que é possível.

Por incrível que pareça, o melhor time e o melhor técnico do mundo não deverão ter dias fáceis.
Aldeir Torres
Aldeir Torres

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