28 de set de 2013

Aldeir Tôrres - Homenagens ao astro da música brasileira

Tim Maia: 70 anos
Hoje, se estivesse vivo, Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, completaria 70 anos. Ele nasceu no Rio de Janeiro e fez história com o seu estilo musical irreverente. Tim fez o som que ele queria: com mais graves, mais médios, mais agudos, mais tudo.

Para ele valia tudo. Quando abria a boca as estruturas eram abaladas. No palco, ele sacudia o marasmo, contagiando a plateia com o seu suingue. Tim Maia fez uma música brasileira diferente, inovadora, com elementos do soul e do funk.  “Quem não ouve Tim Maia não sabe o que é o funk soul brasileiro”, diz o músico Skowa.

No final da década de 1950, Tim Maia passou uma temporada nos Estados Unidos e explorou melhor a música americana, que influenciaria a sua obra. “A minha primeira gravação eu fiz nos Estados Unidos; gravamos um samba e outra música. Fui ajudante do ajudante do faxineiro de um conjunto de prédios, depois fui cozinheiro, trabalhei lavando prato e até em asilo”, contou Tim durante a sua participação no programa Ensaio.
“Tim Maia foi o mais conhecido dos caras que peitaram a inventar uma black music brasileira, um som negro que não fosse o samba. Que não fosse aquilo que era conhecido como os ritmos tipicamente brasileiros”, ressalta o crítico Pedro Alexandre Sanches.

O cantor foi um homem de muitos amigos, e amigos ilustres. Erasmo Carlos foi um deles. “Fomos criados juntos praticamente, desde os cinco anos até sempre. O conheci na Tijuca, ele inclusive me ensinou a tocar violão”, revela.

Mesmo fora do país os dois amigos continuaram mantendo contato. “Eu escrevia para ele e Tim não acreditava nas coisas que eu estava conseguindo aqui, como o programa Jovem Guarda, a gravação do meu disco. Nas cartas ele assinava Tim Jobim e eu Erasmo Gilberto”, conta Erasmo Carlos.

O jovem Tim Maia, juntamente com um grupo de amigos que mais tarde despontariam na música brasileira, também foi um dos pioneiros do Rock nacional. “Ele gostava de tudo, mas ele sabia o que queria para a música dele”, explica Carlos Dafé
‘Vale Tudo’, uma de suas músicas de sucesso, e que facilmente descrevia a personalidade do cantor, foi gravada com Sandra de Sá.  “Vale Tudo ele mandou para eu gravar e no final desse papo nós gravamos juntos. Eu tremi muito na base, mas depois ficamos super amigos”, conta a cantora.

 Recentemente, a música se tornou título de um musical em homenagem ao cantor. Essa foi a primeira vez que o ‘síndico do Brasil’ teve um resgate de sua trajetória nos palcos. Mas as homenagens a Tim Maia continuam. A carreira do astro será transformada em um longa-metragem. As gravações acontecem ainda neste ano em Londres, Nova York e São Paulo. O filme terá direção de Mauro Lima e será baseado no livro ‘Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia’, escrito pelo jornalista Nelson Motta. 
Aldeir Torres
Aldeir Torres

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