1 de set de 2013

Aldeir Tôrres - Destaque

Marcha para as olimpíadas
Elysle da Silva Albino. É bom o público potiguar guardar muito bem esse nome, pois a menina de 19 anos, foi medalha de ouro no Pan-americano juvenil realizado na na cidade de Medellin na Colômbia, conquistando o melhor tempo do continente nos 10 mil metros de marcha atlética (50’26’’). Com isso, a atleta do Clube de Atletismo Carcará, aparece como uma das grandes esperanças do estado para figurar na Seleção Brasileira que irá participar da Olimpíada de 2016.

A autora desse feito, ainda acha que está vivendo um grande sonho e jura que até agora não conseguiu distinguir o tamanho da façanha realizada. “Na verdade ainda não me sinto uma atleta de alto nível”, ressalta. Os planos de se tornar uma atleta olímpica existem, mas Elysle afirmou que não pretende atropelar etapas importantes de sua preparação apenas para apressar a realização desse objetivo.

A fita sobre a carreira da adolescente potiguar, cuja fama começa a romper as fronteiras brasileiras, mostra um currículo não muito diferente de alguns campeões da modalidade. Ela revelou que começou a frequentar o projeto “Vamos Fazer Melhor”, que acolhe os jovens das escolas públicas para iniciar nas práticas esportivas sem foco. 

“Na verdade comecei a frequentar o projeto com os amigos da escola Bartolomeu Fagundes apenas com a intenção de brincar mesmo. Nunca tive incentivo externo, quando comecei a participar das competições estudantis e obter os primeiros resultados é que fui tomando gosto pelo esporte, passando a me dedicar mais aos treinos”, recordou.

Elysle da Silva, apesar de ter conquistado em março uma marca considerada expressiva 51’53’’ e ratificado a boa forma técnica na marcha atlética com a conquista do título brasileiro da categoria juvenil fazendo  a marca de 52’27’’ e obtendo o índice para representar o Brasil no Pan-americano, confessou ter recebido com surpresa a excelente participação no Pan da Colômbia.

“Iniciei a prova bem atrás das minhas concorrentes, elas estavam num ritmo muito forte e acabaram não conseguindo se manter. Com isso, consegui me recuperar e mantendo o mesmo ritmo do início acabei passando por elas e abrindo uma vantagem segura para administrar”, disse.

Agora a atleta potiguar já projeta a disputa do Campeonato Sul-americano, marcado para meados deste mês de setembro, na Argentina. A meta é conquistar outro bom resultado, mas Elysle está ciente de que daqui para frente passará a ser encarada como referência pelas adversárias e será mais complicado vencer.

A intenção de cumprir com rigor o programa de treinamentos, é que na transição da categoria juvenil para adulto haverá também o aumento da distância percorrida. Habituada a participar de provas de 10 mil metros, quando passar de categoria ela vai ter de percorrer o dobro dessa distância e ainda assim manter um tempo competitivo para integrar as futuras seleções.
Com as marcas obtidas a atletas potiguar conquistou o benefício do projeto Bolsa Atleta, do governo federal, o que vai garantir mais tranquilidade para ela se dedicar aos treinamentos. Por enquanto, esse é o único incentivo conquistado por Elysle da Silva, que sofre com a falta de apoio ao esporte amador no RN.
Aldeir Torres
Aldeir Torres

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