23 de ago de 2013

Aldeir Tôrres

Botafogo muito forte e Atlético muito inconstante
A expectativa por Botafogo e Atlético era muito grande. O líder do Brasileiro e o campeão da Libertadores. Jogo de grande valor dentro da Copa do Brasil e até por isso um grande teste: para o Botafogo enfrentar um time fortíssimo e se reafirmar como candidato; para o Atlético tentar acelerar e jogar novamente em alto nível depois da Libertadores.

O jogo começou com o Atlético muito bem, rápido, bloqueando a saída e mais forte que o adversário. Fez 1 a 0 quando já poderia ter marcado antes. Era um time forte fora de casa, o que (quase) faltou na Libertadores. À medida em que o tempo passava, o jogo mostrava outra coisa. Um Botafogo muito rápido, com Vitinho e Lodero comandando as ações e quase sempre levando a melhor. O Atlético desmoronava, sem a força do 1º tempo, sem concentração e com grande espaço entre ataque e defesa. Um lance genial de Ronaldo para Guilherme deu de novo vida ao confronto.

O 4 a 2 para o Botafogo deixa o confronto aberto pelo o que a Libertadores já mostrou. Mas o resultado e as atuações dizem até mais: um time muito bem sem Seedorf, com Vitinho aos dezenove (19) anos comandando uma virada contra o campeão da América.
O Botafogo é muito forte e isso foi mostrado outra vez. O time joga no momento o melhor futebol do Brasil 

– o que pode ser importante porque vive seu grande momento no período em que há mais jogos para disputar e se dá bem mesmo sem seu melhor jogador.

O Atlético de novo foi mal fora de casa, apesar dos minutos iniciais de bom futebol. Mostrou que não está pronto para jogar bem quando quiser, como quem muda um chip. O espírito contra o Inter foi melhor do que na Copa do Brasil. A melhor forma de se preparar para o Mundial pode se restringir ao Brasileiro e jogos menos especiais do que o mata-mata. E será preciso mostrar mais.

O jogo no Independência gera de novo muita expectativa. E é mais uma ótima chance para o Botafogo afirmar sua condição de favorito a tudo que joga. E grande oportunidade do Atlético mostrar em campo o discurso de que o time está de novo motivado e concentrado. E ainda vale uma vaga nas quartas-de-final, diga-se.
Aldeir Torres
Aldeir Torres

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